“Que comece agora. E que seja permanente essa vontade de ir além daquilo que me espera. E que eu espero também. Uma vontade de ser. Àquela, que nasceu comigo e que me arrasta até a borda pra ver as flores que deixei de rastro pelo caminho. Que me dê cadência das atitudes na hora de agir. Que eu saiba puxar lá do fundo do baú, o jeito de sorrir pros nãos da vida. Que as perdas sejam medidas em milímetros e que todo ganho não possa ser medido por fita métrica nem contado em reais. Que minha bolsa esteja cheia de papéis coloridos e desenhados à giz de cera pelo anjo que mora comigo. Que as relações criadas sejam honestamente mantidas e seladas com abraços longos. Que eu possa também abrir espaço pra cultivar a todo instante as sementes do bem e da felicidade de quem não importa quem seja ou do mal que tenha feito para mim. Que a vida me ensine a amar cada vez mais, de um jeito mais leve. Que o respeito comigo mesma seja sempre obedecido com a paz de quem está se encontrando e se conhecendo com um coração maior. Um encontro com a vontade de paz e o desejo de viver.” (Caio Fernando Abreu)
domingo, 31 de julho de 2011
terça-feira, 19 de julho de 2011
Partir é Partir Corações...
Partir é partir corações, o coração que fica e o que vai embora se partem em uma mesma sinfônia, a sinfônia do desespero.
No primeiro momento é um misto de horror e raiva, depois vem a sensação que estamos em um pesadelo, e por mais que tenhamos a fé em um Deus, em uma força divina nos debatemos e falamos com a nossa fé, o que aconteceu?
Mas o chão se abre e o céu baila em um ritmo sem freio e você pensa que não faz parte dessa história, mas com o passar dos segundos a tua dúvida e tua mente te abraçam e junto vem a mão de Deus e te coloca na palma da mão e te leva a tua única realidade, que a hora de se despedir realmente chegou.
E então você começa a lembrar de tudo que aprendeu, tudo que viveu, tudo que planejou com quem está prestes a embarcar no "trem", e vocês estão na mesma estação, e seus pensamentos ficam juntos com o campanheiro de jornada e vocês em oração se abraçam se beijam e apertam as mãos, isso só você consegue sentir.
Você ama e sente com o coração e com o pensamento e sabe que mesmo que o "trem" tenha se afastado da estação é só fechar os olhos para sentir a presença e as doces palavras que teu amigo deixou gravado para sempre.
E o vento que passa frio no teu rosto, as ondas do mar que te banham, a chuva que às vezes chora vem ser o ar , os braços e as lágrimas de quem partiu.
E o sol que chega nas manhãs é a força e o calor de quem partiu nos fazendo lembrar que a luta da vida é forte e que precisa continuar a nascer todos os dias.
O sol nasce todos os dias e tu tens que entender que é preciso continuar, é preciso ter fé, é preciso construir os pedaços partidos dos corações que jamais vão se separar.
De Giovanna Dornelles
* Uma simples homenagem pelos 03 anos da partida de um ser cheio de amor, doces palavras e uma sabedoria sem igual, meu pai Giovanni Camargo Dornelles"
No primeiro momento é um misto de horror e raiva, depois vem a sensação que estamos em um pesadelo, e por mais que tenhamos a fé em um Deus, em uma força divina nos debatemos e falamos com a nossa fé, o que aconteceu?
Mas o chão se abre e o céu baila em um ritmo sem freio e você pensa que não faz parte dessa história, mas com o passar dos segundos a tua dúvida e tua mente te abraçam e junto vem a mão de Deus e te coloca na palma da mão e te leva a tua única realidade, que a hora de se despedir realmente chegou.
E então você começa a lembrar de tudo que aprendeu, tudo que viveu, tudo que planejou com quem está prestes a embarcar no "trem", e vocês estão na mesma estação, e seus pensamentos ficam juntos com o campanheiro de jornada e vocês em oração se abraçam se beijam e apertam as mãos, isso só você consegue sentir.
Você ama e sente com o coração e com o pensamento e sabe que mesmo que o "trem" tenha se afastado da estação é só fechar os olhos para sentir a presença e as doces palavras que teu amigo deixou gravado para sempre.
E o vento que passa frio no teu rosto, as ondas do mar que te banham, a chuva que às vezes chora vem ser o ar , os braços e as lágrimas de quem partiu.
E o sol que chega nas manhãs é a força e o calor de quem partiu nos fazendo lembrar que a luta da vida é forte e que precisa continuar a nascer todos os dias.
O sol nasce todos os dias e tu tens que entender que é preciso continuar, é preciso ter fé, é preciso construir os pedaços partidos dos corações que jamais vão se separar.
De Giovanna Dornelles
* Uma simples homenagem pelos 03 anos da partida de um ser cheio de amor, doces palavras e uma sabedoria sem igual, meu pai Giovanni Camargo Dornelles"
domingo, 17 de julho de 2011
Sempre Lembrado & Amado...
O que está vivo em nossos corações e em nossos pensamentos não se perde e não acaba, permanece vivo tudo o que é lembrado e amado.
Na data de hoje eu lembro o dia do teu aniversário e sei que dentro do meu coração e do meu pensamento sempre viverás. Meu Pai, meu amigo e meu amor... *Giovanni Camargo Dornelles *
Na data de hoje eu lembro o dia do teu aniversário e sei que dentro do meu coração e do meu pensamento sempre viverás. Meu Pai, meu amigo e meu amor... *Giovanni Camargo Dornelles *
sábado, 16 de julho de 2011
sábado, 4 de junho de 2011
Dias Diferentes...
Os dias que passei entre a semana que terminou e o dia de hoje ocorreram várias emoções, nascimento do meu sobrinho, algo muito especial, a vida que chega é sempre um belo presente de Deus.
E adrenalinas emergindo de todos os lados do meu organismo, provas e provas, algumas positivas ao meu ver, talvez por maior entendimento em determinado campo, porém algumas não tão positivas, falta de conhecimento talvez, ainda há muito o que aprender.
Mas um fato mexeu com as minhas emoções mais profundas, encontrar um amigo que sempre esteve por perto mesmo que longe fisicamente, sempre nos recebemos com muita alegria.
Esse amigo sempre foi a vida em sua porção maior, sabe o amigo que você fica horas ao lado e quando vai embora você fica com dor na barriga e nas bochechas de tanto rir, é esse amigo é assim.
Fiquei triste ao saber que essa alegria toda está momentâneamente abalada, sei que é um momento e que logo vai passar.
A minha vontade foi arrancar com as mãos a dor em seu peito e em seus olhos, mas não é possível, e agora eu só tenho em minha mente desejar que a alegria volte a habitar teu caminho meu grande amigo.
Se alguém me perguntar, qual é o nome do teu amigo? eu não vou falar apenas direi que eu o chamo de ALEGRIA, é o nome dele bem que podia ser ALEGRIA, acredito que quando ele nasceu passou um anjinho e disse: Você nasceu para brilhar e encantar a todos que por ti vão passar.
Se você meu amigo ler essas linhas eu sei que saberás que foi para você que eu escrevi e sei também que logo tudo vai passar e você vai voltar a sorrir com o sorriso do amigo e irmão de jornada de sempre.
Dias diferentes?
Acredito que os dias sempre foram assim, dias de emoções e mais emoções, porém, hoje em dia as emoções são mais responsáveis e muito mais sérias.
Que os nossos dias se tornem tudo que os nossos corações desejarem e eu desejo muita saúde e muito Alegria a todos.
Giovanna Dornelles
domingo, 20 de março de 2011
A Arte de Seduzir;
Hoje vou postar essas sábias palavras de Frei Betto:
"Toda ditadura é megalômana. E a que governou o Brasil sob botas e fuzis, de 1964 a 1985, não foi diferente. A construção da rodovia Transamazônica simboliza a arrogância do regime militar.
Rasgou-se a selva de leste a oeste. Abriu-se a estrada em paralelo a caudalosas vias fluviais. Em vez de aprimorar o sistema de navegação pelo rio Amazonas e seus afluentes, a ditadura preferiu obrigar a floresta a ajoelhar-se a seus pés. Possantes máquinas puseram abaixo árvores milenares encorpadas de madeiras nobres, destruíram ecossistemas preciosos, alteraram o equilíbrio ecológico da região.
Tudo em nome de uma palavra tão propalada e, no entanto, vazia de significado: desenvolvimento. Leia-se: exploração predatória da maior floresta tropical do mundo, aberta à voracidade de mineradoras, madeireiras e, sobretudo, do latifúndio predador, quase sempre movido a trabalho escravo.
"No meio do caminho havia uma pedra”, repetiria Drummond. Povos indígenas. Como impedir que oferecessem resistência? Simples: através da arte de seduzir. A Funai ergueu tapini (cabanas de folhas). Dentro, utensílios de caça e cozinha, ferramentas etc. Os índios, encantados com os objetos, acolhiam gentilmente os caras-pálidas. E ingenuamente eram cooptados pelas relações mercantilistas. Em troca de bugigangas perdiam saúde, terras, liberdade e vida.
Detalhe: o mato, não o gato, comeu a Transamazônica, fonte de riqueza e poder de umas tantas empreiteiras.
Detalhe: o mato, não o gato, comeu a Transamazônica, fonte de riqueza e poder de umas tantas empreiteiras.
Hoje, os índios somos todos nós. Os tapini, os shopping, a publicidade, as veneráveis bugigangas que nos agregam valor. O inumano imprime sentido ao humano, como faziam os deuses de ouro denunciados pelos profetas bíblicos: tinham boca, mas não falavam; olhos, mas não viam; ouvidos, mas não escutavam; pés, mas não andavam...
Estamos todos somos sob o efeito hipnótico do consumismo. Não importa se o produto é frágil ou de má qualidade. Seu design nos cativa. Sua publicidade nos faz acreditar que estamos comprando a oitava maravilha do mundo! E, ingenuamente, que se trata de um produto durável, mesmo conscientes de que o capitalismo não se importa com o direito do consumidor, e sim com a margem de lucro do produtor.
Como se livrar do labirinto consumista que, na verdade, se consuma nos consumindo? Não vejo outra porta de saída fora da espiritualidade, somada a uma nova visão do mundo. Sem espiritualidade corremos o risco – sobretudo os mais jovens – de dar importância àquilo que não tem. Imbuídos da baixa autoestima que nos incute a publicidade ("você não é ninguém porque não possui este carro, não veste esta roupa, não faz esta viagem...”) encaramos a mercadoria como algo que nos agrega valor. Não basta a camisa, a bolsa ou o tênis. Têm que ser de grife, com a etiqueta exibida do lado de fora. Assim, todos à nossa volta haverão de reconhecer o nosso status. E quiçá invejar-nos. E aquele ser humano que, ao lado, carece de produtos refinados, é visto como não tendo nenhuma importância. Pois não se enquadra no atual princípio pós-cartesiano: "Consumo, logo existo.”
É espiritualizada toda pessoa cujo sentido de vida deita raízes em sua subjetividade e cujas opções são movidas por ideais altruístas. Ela não faz do que possui –conta bancária, títulos, casa, carro etc.– seu fator de autoestima. Sabe que tem valor em si, que não é nutrido pela posse de bens e sim por sua capacidade de fazer o bem aos outros. Sua autoestima se funda na generosidade, solidariedade e compaixão. Ela é feliz porque sabe fazer outras pessoas felizes.
O mercado tudo oferece. Todos os seus produtos nos chegam embrulhados em papel de presente: se compramos este carro, seremos felizes; se bebemos aquela cerveja, nos sentiremos alegres; se adquirimos tal roupa, ficaremos joviais. O único bem que o mercado jamais oferta é justamente este que mais buscamos: a felicidade. No máximo, o mercado tenta nos convencer de que a felicidade é o resultado da soma de prazeres.
Ora, a felicidade é um bem do espírito, jamais dos sentidos, da cobiça ou da arrogância. É feliz quem ousa destampar o próprio ego e conectar-se com o Transcendente, o próximo e a natureza. Esse irromper para fora de si mesmo tem nome: amor. E se manifesta nas dimensões pessoal, no dom de si ao outro, e na social, no empenho de construir um mundo melhor".
quarta-feira, 9 de março de 2011
Dia Internacional da Mulher - 08 de Março;
Chegamos na data de hoje com tanto orgulho em ser mulher, a força sempre esteve ao nosso lado mesmo quando muitos pensaram e visualizaram a mulher como sinônimo de fraqueza.
Nosso dia foi marcado pela luta de operárias de uma fábrica de costuras, que em 1857 aderiram a uma greve, reivindicando melhoras nas suas situações de trabalho, infelizmente tal manifestação foi reprimida com brutalidade.
Essas guerreiras foram trancadas dentro da fábrica, a qual foi incendiada, 130 mulheres foram carbonizadas em um ato extremamente desumano.
Mulheres, sejamos sempre fortes e guerreiras na essência, chegamos até aqui com a dignidade de quem sabe por quais ideiais continuamos e continuaremos a nossa luta.
Giovanna Dornelles
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